Em parceria com a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca
(Seap), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou no fim de 2007 um estudo da aqüicultura brasileira denominado “Aqüicultura no Brasil – o Desafio é Crescer”. A íntegra do relatório ainda não foi divulgada ao grande público, mas a Aqüicultura & Pesca teve acesso aos bastidores da realização com José Roberto Borghetti, consultor nacional da FAO. Segundo o co-autor Antonio Ostrensky, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o objetivo foi realizar um diagnóstico detalhado da aqüicultura brasileira, a partir de uma análise não restrita apenas à abordagem de temas técnicos ou político-institucionais. O resultado será aproveitado, como informou a Seap, na elaboração da nova versão do Plano de Desenvolvimento da Aqüicultura.
Abandonar o amadorismo na atividade é uma das soluções apontadas por Borghetti na entrevista abaixo. “O que a aqüicultura brasileira precisa é vivenciar um choque de profissionalismo em todos os setores da sua cadeia produtiva. Infelizmente, esse é um mercado que não será conquistado na base da ‘canetada’. Acredito piamente que o único caminho para o desenvolvimento da aqüicultura no Brasil seja transformar informações em base para a elaboração de políticas públicas.”